quinta-feira, maio 27, 2010

Teoria da História


3.Qual o sentido dos acontecimentos históricos? Entre outras, podemos situar três tipos de respostas à pergunta. De acordo com várias concepções religiosas, o que acontece historicamente obedece a uma vontade divina que estará situada superiormente em relação ao próprio processo histórico ao qual essa vontade conferirá sentido. Já outras concepções recusam a ideia de que o processo histórico possa ser resultado de qualquer vontade superior ou exterior ao próprio processo; este é o caso das concepções hegelianas, para as quais a História guarda em si mesmo um fim (um sentido) que se irá revelando através do seu próprio desenvolvimento ao longo do tempo. Por fim, no decorrer do século XX, afirmam-se concepções que colocam em causa a ideia de que o processo histórico está determinado por um lógica, por uma razão, por uma lei ou por um sentido, e que chamam a nossa atenção para o que consideram exceder as leituras historiográficas cujo objectivo é aferir – reconhecer e dar conta dele – uma tal lógica, razão, lei ou sentido. A partir destas diversas perspectivas, e de outras que entenda pertinentes, comente a pergunta que inicia este terceiro ponto.

Hoje é isto que me ocupa...

f.braga

quarta-feira, maio 26, 2010

Lucien Febvre

«Nenhuma compreensão do presente é possível sem um conhecimento preciso do passado, um conhecimento arejado, um conhecimento inteligente.
Fornecer à meditação dos homens de hoje sobre a Europa de amanhã, sobre esta Europa, sobre este mundo a cuja elaboração violenta assistimos, com uma espécie de espantosa placidez, sobre esta Europa, sobre este mundo que se gera em tão trágicas convulsões, fornecer à meditação dos homens de hoje sobre o ambiente de amanhã as noções históricas, todas as noções e nada mais que as noções de que eles precisam para terem uma compreensão plena do que se passa.»
Lucien Febvre, 1945 in A Europa. Génese de uma Civilização
Tenho um gosto particular de orientar os meus pensamentos e as minhas ideias, nos mais diversos campos: desporto, política, música, história, religião, olhando e admirando grandes exemplos que marcaram a sua presença por conseguirem olhar para o que se passa à nossa volta de modo diferente do habitual. Não que não tenha as minhas próprias ideias, que as tenho, mas estes homens e mulheres são para mim grande exemplo.
Tenho para mim como um paradigma do que acabo de dizer o grande historiador Lucien Febvre. Uma pesquisa rápida na internet diz-nos logo quem foi e a sua importância no seio da historiografia. Febvre é um dos principais percursores da história das mentalidades, uma historiografia que olha para as correntes de pensamento, as mentalidades dos grandes grupos sociais e profissionais como o motor da história, uma história aliás que opera na longa duração, onde as mutações observáveis são transgerecionais. Na minha opinião é sem dúvida dos melhores historiadores que já estudei, tendo assim um lugar de grande destaque na minha prateleira.

Esta citação que apresento é de um livro seu que estou a ler neste momento. O autor, num dos seus cursos leccionado no Collège de France procura encontrar o momento fundador da civilização europeia tentando também traçar as linhas que até aos dias de hoje definem esta mesma civilização. Tudo isto ganha uma importância enorme quando é escrito no fim da segunda guerra mundial, momento em que a Europa está no descrédito máximo, devastada, com capital humano fortemente atingido e as mentalidades que Febvre tanto se ocupa completamente fragilizadas. Momento de grande conflituosidade e ódio mas também é um momento de grande esperança e construção. O que Lucien Febvre diz nesse momento sério é o que eu , timidamente e sem qualquer autoridade, digo neste momento: a compreensão do passado é essencial para a compreensão do presente, o último não existe sem o primeiro. É a consequência lógica e rígida do primeiro. Do mesmo modo seria impossível um psiquiatra tratar do doente sem conhecer as causas passadas que o levaram à loucura. Sobre elas irá adequar o seu método de cura do paciente. O mesmo se aplica à história. Que não se tenha a ilusão que o que se passa é resultado do presente, isso não existe, é ignorância.

f.braga

quinta-feira, maio 20, 2010

Eu vou!


A 1 dia do início do maior festival do rock em Portugal, deixo aqui um bocadinho daquilo que mais aprecio na música e a que teremos o privilégio de poder assistir ao vivo já amanhã, 22 Maio. Nada mais nada menos que o Sr. John Mayer, o meu músico de eleição, numa performance ao vivo de se lhe tirar o chapéu, uma das maiores que conheço. Não vou gastar muitas palavras para a descrever (brilhantismo e excelência chegavam), até porque acho que o vídeo e a música falam por si. Saliento só 2 pormenores que valem a pena e sobressaem ainda mais que tudo o resto: 1. aos 4:47 o senhor começa um solo na cabeça da guitarra onde nem sequer há escala (tudo de ouvido e no momento portanto); 2. todo o resto do fim da música, que foi também o fim grandioso do concerto Live in LA, fazendo aquilo que começou duma maneira simples acabar duma maneira complexa que só está ao alcance dos predestinados. Grande!

quarta-feira, maio 19, 2010

Ainda não chega?

Começa finalmente a ser do conhecimento público que a situação económico-financeira em que estamos mergulhados não é para ser encarada com a leviandade com que tem sido. Digo isto porque das duas uma: 1. ou o povo é completamente estúpido (e isto não seria inédito) e não quer sequer saber, e aí prefere ler as últimas da tv guia em vez das previsões do diário económico ou mesmo as dissertações jornalísticas de um diário de notícias, com um conteúdo bem menos técnico e pesado mas mesmo assim bastante enriquecido em termos de informação; 2. ou a informação não está a passar pelos canais habituais (telejornais, rádios, meios de comunicação mais usuais) com a intensidade com que deveria, e aqui penso que a responsabilidade recai muito sobre o governo e a responsabilidade que tem perante a sociedade e o seu bem-estar. Não excluindo a primeira hipótese, dado que temos o governo que temos que, eleito pelo povo que temos, toma as decisões que toma, parece-me que o grande responsável por este estado de apatia geral é novamente um governo que está algo perdido entre não querer desiludir ainda mais nem alarmar uma população que o elegeu (ainda que sem maioria) e não querer assumir o pleno fracasso da sua actuação em termos de finanças públicas. Mas a informação nos dias que correm é, graças a Deus (e aos homens) global, e tendo eu o privilégio de ter estudado (e ainda estudar) Economia numa boa faculdade onde a informação sobre a área é aconselhada e disponibilizada gratuitamente, sempre fui um leitor assíduo do Diário Económico, Jornal de Negócios, Financial Times, e de alguns dos principais sites e portais de informação sobre economia, finanças, política, etc. Tendo esta arma fortíssima ao meu alcance (sempre ouvi o meu pai dizer que a ignorância mata, e de facto nos dias que correm só não está informado quem não quer), não é desde há pouco tempo que oiço declarações alarmistas resultantes de estudos de ilustres economistas, administradores e directores de conceituados bancos mundiais, consultoras, instituições financeiras, presidentes de associações e organizações europeias, acerca da situação catastrófica das finanças públicas de alguns estados da UE em concreto, onde se insere Portugal. Não é possível que o governo não tenha acesso a esta informação quando até o mais comum dos mortais tem, no entanto sempre que o governo se manifesta fico com a clara sensação de que dormem descansadíssimos. Mais recentemente foi Fernando Ulrich, CEO do BPI, a exprimir a sua indignação e a afirmar, na passada terça-feira 18 Maio, que “o dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas.” Para o presidente do BPI “bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem que saber”, afirmou Ulrich, citado pela edição online do Expresso, durante a sua intervenção no debate “Do Défice ao Desenvolvimento” da Conferência Portugal em Exame.O responsável do BPI referiu-se ainda ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo e deixou o aviso: “tirem já o C do PEC, o C é para esquecer”.“O principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar. Não se trata de um problema de preço, mas sim de acesso ao crédito. Um problema que não sabemos hoje quando se vai resolver. Por isso mesmo, sugiro ao Governo que não publique cenários macroeconómicos sem explicar como estes se vão financiar”, disse.“Portugal tem dificuldade em financiar-se e não sabemos quando vai deixar de ter, ou se vai deixar ter, só saberemos se conseguirmos financiamento quando o BCE deixar de comprar”, assegurou, defendendo depois que “ou se discute a sério a economia portuguesa e o seu sistema financeiro, ou teremos graves problemas de futuro”. Se há coisa que conheço da postura deste grande senhor da banca é que só fala publicamente sobre assuntos de interesse público quando é estritamente necessário, quando não há mais alternativas e não há mais por onde se "tapar o sol com a peneira". Mas continuamos a aprovar o casamento gay, a aumentar a frota de carros da polícia sem condutores suficientes para os usar, a avançar com grandes obras públicas como o TGV e o aeroporto (apesar de estarmos quase na bancarrota, termos uma dívida pública abismal e ser cada vez mais difícil e caro a Portugal financiar-se), a apontar o aumento de impostos que castram a actividade económica como solução mas sem reduzir a despesa pública que pesa mais que um elefante às costas... Ainda não chega de avisos? Quem é que é preciso ouvir mais?

domingo, maio 16, 2010

Kings of Convenience


Quem me conhece sabe que há coisas em que não cedo. Se me perguntarem qual é a melhor banda para se ouvir em qualquer momento da vida os meus amigos sabem que a resposta será....Kings of Convenience.
Para mim o gosto musical destes dois tipos noruegueses bate mesmo lá em cima. Gosto de tudo na música deles, principalmente alguns detalhes magníficos, como por exemplo o barulho da respiração antes de começar uma música, ou a troca de palavras entre os dois. Lembrar que o estúdio onde gravam é completamente caseiro.
Para além do mais são dos poucos artistas que consigo ouvir todos os cd´s e quando chego ao fim sou capaz de ouvir outra vez. Não me canso de ouvir e o mais impressionante é que não têm nenhuma música que não goste.

Deixo-vos um cheirinho.





f.braga

quarta-feira, maio 12, 2010

Papa Bento XVI



Till Kingdom Come
Coldplay

Steal my heart and hold my tongue.
I feel my time, my time has come.
Let me in, unlock the door.
I've never felt this way before.

The wheels just keep on turning,
The drummer begins to drum,
I don't know which way I'm going,
I don't know which way I've come.

Hold my head inside your hands,
I need someone who understands.
I need someone, someone who hears,
For you, I've waited all these years.

For you, I'd wait 'til kingdom come.
Until my day, my day is done.
And say you'll come, and set me free,
Just say you'll wait, you'll wait for me.

In your tears and in your blood,
In your fire and in your flood,
I hear you laugh, I heard you sing,
"I wouldn't change a single thing."

The wheels just keep on turning,
The drummers begin to drum,
I don't know which way I'm going,
I don't know what I've become.

For you, I'd wait 'til kingdom come,
Until my days, my days are done.
Say you'll come and set me free,
Just say you'll wait, you'll wait for me.
Just say you'll wait, you'll wait for me.
Just say you'll wait, you'll wait for me.

quinta-feira, maio 06, 2010

O PS adora Jornalistas...

Um gesto técnico belíssimo

Exactamente aos 00:46 , Ricardo Rodrigues [Vice Presidente da Bancada Parlamentar do PS e membro da Comissão de Inquérito no caso das relações do Governo sobre a comunicção social] espreita pela primeira vez o gravador; aos 00:49 fá-lo uma segunda vez; e uma terceira aos 00:51: aqui, o plano já está em marcha e o criminoso pergunta, retoricamente, "o que é que quer que eu lhe faça?", com a ironia de que só os grandes artistas são capazes porque o criminoso já sabe perfeitamente aquilo que se prepara para fazer. O que se passa a seguir só está ao alcance dos predestinados: o criminoso dá início ao plano e, num só movimento belo e sublime, levanta-se da cadeira e faz escorregar a mão pelo objecto que descansa inocente em cima da mesa conduzindo-o subtilmente para o seu bolso, sempre com o cuidado de ocultar o objecto das possíveis testemunhas. Visto em velocidade normal o crime passa absolutamente despercebido; é preciso recorrer à slow-motion para nos maravilharmos com a técnica do movimento e a perfeição da sua execução. Não ficam dúvidas: estamos na presença de um mestre. A maestria é de tal ordem que quando o criminoso nos revela que tomou posse "irreflectidamente" (areia para os nossos olhos, ele também nos sabe manipular a mente) de "dois aparelhos de gravação digital", nós exclamamos: dois? Dois? O primeiro conseguimos descortinar, a custo, através da mais avançada tecnologia policial (o slow-motion), mas o seguindo escapa-nos por completo. Desde que vi o marido da Claudia Schiffer fazer desaparecer a Estátua da Liberdade que não via um truque tão bem feito.

Henrique Raposo

Os media dizem que "três pessoas morreram" na Grécia. Não é bem assim. Na verdade, três pessoas foram assassinadas por fascistas vermelhos (i.e. extrema-esquerda).

terça-feira, maio 04, 2010

Simon Johnson

Este senhor, ex-economista chefe do Fundo Internacional Monetário (FMI), veio levantar um pé de vento ao nosso governo.
Ultimamente tenho lido assiduamente o Jornal de Negócios, que é grátis na minha faculdade, e tem sido uma bela companhia durante os 15 minutos que demora a mudança de professor. Embora ache que exista um alarmismo por vezes excessivo no tom em que são escritas as notícias, por outro lado é sempre bom levar uma ensaboadela de economia.
Voltando ao assunto principal, o ex-economista chefe do FMI veio dizer no seu blog e na sua coluna no  New York Times, onde ultimamente tem vindo a fazer uma análise da crise económica juntamente com outros economistas, que Portugal será o "próximo problema global", acompanhando assim a crise Argentina de 2002 e a Grécia em 2010. Não percebo imenso, quase nada, de economia, a mim é mais história, mas pelo que tenho lido parece-me que o Simon Johnson fala com alguma propriedade. Não esquecer que o FMI tem como principal objectivo ajudar os países com crises económicas, estando deste modo habituado a lidar com estes assuntos.
Para Sócrates e Cª, leia-se Teixeira dos Santos, esta bomba não veio nada a calhar. Num momento em que a principal preocupação era tentar credibilizar o nosso Programa de Estabilidade Económica (PEC) junto da União Europeia, esta entrevista é claramente uma grande mancha numa enorme manta, que está cada vez mais punhada de retalhos. Logo saltou para os jornais o nosso ministro de economia respondendo a uma análise económica e construtiva de um economista consagrado internacionalmente dizendo que:
"num Mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da zona Euro, e que bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única". Afirmação que nos leva a querer levar mais fundo esta pequena quezília.
Se por um lado parece excessivo acusar um Professor da Universidade norte-americana MIT - Massachusetts Institute of Technology, que faz parte do Instituto de Economia Internacional (em Washington), que é conselheiro económico do Departamento Orçamental do Congresso dos EUA (Congressional Budget Office) e foi economista chefe e director do departamento de investigação do FMI de não reconhecer as diferenças entre dois países europeus num artigo escrito para o New York Times, por outro lado parece-me que faz algum sentido apontar o dedo para vários comentadores económicos, na sua grande maioria norte-americanos, que condenam o Euro desde o momento em que se começou a falar sobre ele. Mais do que um ataque a Portugal, que também faz todo o sentido, julgo que este ataque se dirige principalmente à moeda europeia com o objectivo de ver qual a capacidade que os países da zona euro, leia-se Alemanha e França, tem de responder à crise com uma moeda forte.  A perspectiva de o dólar ganhar algum terreno ao euro, ou do último perder para o primeiro, pode ser outro factor que também contextualize esta entrevista de Simon Johnson. Um primeiro sinal já foi dado, conseguindo existir um consenso, ainda muito verde, dentro da Europa, ajuda à Grécia em 110 milhões de euros. Claro que uma ajuda destas trás consequências para a nossa política económica. Merkel veio já dizer que Portugal tem que aprender com o exemplo da Grécia e diminuir o seu défice o mais rápido possível. Por outro lado Johnson afirma que a atitude do executivo de sócrates é de um Estado que está em negação e que não olha para a crise que tem pela frente com seriedade.

Podemos resumir tudo isto a:

i. Portugal terá que inevitávelmente olhar com seriedade para os seus problemas, olhar para a Grécia, Argentina e Irlanda, contextualizá-los, matizá-los e adoptar uma série de medidas reais para a actual crise económico-financeira

ii. O Vasco Pulido Valente a Primeiro-Ministro:
Medidas de Vasco Pulido Valente para a salvação do país (no Público):
1.º Reduzir o número de feriados. Quatro chegam: o Natal, o Ano Novo, o Dia de Portugal e a Sexta-feira Santa.
2.º Fechar empresas públicas: as que são inteiramente substituíveis (por exemplo, a EPUL e a RTP) e as que perdem dinheiro sem qualquer resultado relevante ou benéfico (a lista é infinita).
3.º Fechar as fundações e pseudofundações que o Governo sustenta, quer directamente (ou seja, do centro), quer através das câmaras.
4.º Vender as propriedades do Estado que não servem um interesse nacional evidente (quartéis, prédios, matas, florestas, por aí fora).
5.º Vender os submarinos e outro armamento inútil ou excessivo.
6.º Demolir e vender o autódromo do Estoril, o autódromo do Algarve e meia dúzia de estádios deficitários, sem indemnização a particulares.
7.º Suspender imediatamente os grandes projectos (o novo aeroporto, o TGV, a TTT). 2.º Não construir um único quilómetro de auto-estrada.
8.º Proibir a contratação de mais funcionários públicos.
9.º Eliminar serviços sem objecto ou mesmo nocivos (por exemplo, o Instituto do Livro).
10.º Congelar as promoções no funcionalismo, pelo menos, durante 5 anos.
11.º Acabar com o chamado "subsídio de férias".
12.º Pôr um limite legal à despesa do Estado.
13.º Aumentar o IVA dois por cento.
14.º Regular a banca estrita e rigorosamente.

f.braga

domingo, maio 02, 2010

Laurinda Alves

A minha primeira experiência bloguista, ou melhor, quando começei a seguir um blog com mais assiduidade foi há mais ou menos 3 anos. O blog era o de Laurinda Alves. Desde então sigo este blog com grande atenção, bebendo sempre o que a Laurinda vai partilhando. De manhã quando ligo o meu computador, juntamente com os mails, o ritual de ler o blog da Laurinda tornou-se um hábito diário. O que mais me fascina neste espaço é a capacidade de a autora ser uma jornalista do dia-a-dia, que se preocupa e interessa com o que está à sua volta e dá conta disso aos que a seguem sempre com uma escrita própria de quem já tem uma experiência jornalística de vários anos. Por outro lado é magnífico observar a profundidade de alguns dos posts da Laurinda. Dá a ideia de uma entrega enorme ao seu público e nos faz sentir imensamente priviligiados por sermos «dignos» de tal partilha.
Adoro o seu exemplo, não só de bloguista, mas também de pessoa que se interessa realmente por quem está à sua volta e faz com que essa preocupação seja real e não passe de apenas de uma ideia ou de um impulso.

f.braga

sábado, maio 01, 2010

Live in Campo Grande

Demorei, hesitei, esperei...pacientemente, relutantemente. Hoje finalmente, mas ainda discretamente, decido começar a minha actividade como «blogger», não para que possa mostrar aos outros a minha capacidade intelectual e cultural, que é demasiado pequena para o efeito, mas sim para poder exercitar aquilo que fui aprendendo ao longo da faculdade.
Campo Grande é onde moro desde os meus 10 anos e desde então o meu quarto é onde os meus pensamentos mais vão ganhando forma e conteúdo. Deste modo «Live in Campo Grande», surge como uma porta das minhas ideias, posições, gostos, falhas, contradições, incoerências. Mas também um lugar onde quero mostrar o que me influencia e o que me ajuda a organizar ideias.
Em primeiro lugar, julgo ser importante ter a capacidade de olhar para o que me rodeia, para o que me toca e conseguir ter um olhar crítico capaz de estruturar um pensamento e ao mesmo tempo capaz de identificar antíteses e contradições.
Gostava também conseguir pôr em prática neste espaço o que mais me interessa em relação à história. Ao mesmo tempo que procurarei estabelecer sempre uma ponte para os nossos dias. Não será esse, juntamente com a compreensão da acção humana num determinado momento passado o grande papel da história?
Não querendo ambicionar demasiado, procurarei mostrar quais são os livros que mais me interpelam, bem como músicas que me acompanham durante a minha vida.

Será sobretudo uma experiência nestes primeiros tempos. Espero que gostem...

f.braga
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