Ontem foi a apresentação do novo livro do Padre Tolentino de Mendonça, na Fnac do Chiado. Foi apresentado por dois seus amigos, Maria José Vaz Pinto e Henrique Raposo. É bom ir a estas apresentações onde se respira cultura e onde sentimos que fazemos parte de acontecimentos que definem e marcam o debate contemporâneo.
Assistiu-se a duas apresentações diferentes, por um lado Maria José Vaz Pinto que nos levou a percorrer um caminho pelos capítulos do livro, abrindo à plateia o apetite para algumas passagens que mais a marcaram. Henrique Raposo que falando com uma linguagem de Atenas falou de um livro com uma linguagem de Jerusalém. Falou de uma amizade que começou com uma «bulha» mas que se foi encontrando a meio caminho. Falou também do efeito Tolentino, da imagem de um monge guerreiro que com o seu ar «fofinho» combate a cultura pós-moderna afirmando, sem medo, que o mundo não começa nem acaba no Eu, este monge que vai relembrando que «quando tudo é interpretação não há nada em que acreditar» ou então defendendo «o dom do silêncio».
Todos estes ecos ficaram nos ouvidos de quem esteve presente, num diálogo entre crentes e não crentes, Jerusalém e Atenas.
f.braga

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