segunda-feira, junho 28, 2010

domingo, junho 27, 2010

Cavaco Silva

Não sei bem o que pensar sobre o Cavaco e sobre o seu mandato.
As eleições presidenciais aproximam-se, vão ser realizadas no primeiro trimestre de 2011 e as campanhas vão começando a ganhar forma.
Enquanto Manuel Alegre e Fernando Nobre já estão em clara campanha presidencial o actual presidente da República diz que só se vai ocupar do assunto em Outubro afirmando que agora o que preocupa é a grave situação económica do pais. Isto leva a que os candidatos da esquerda tentem arrancar de tudo o que diz Cavaco alguma falha para puderem começar a subir alguns pontos nas sondagens.

Não posso esquecer também a incoerência que Cavaco teve na promulgação da lei dos casamentos entre homossexuais. Para além de ser uma excelente oportunidade para demarcar-se de uma decisão que vai contra um valor tão essencial para o próprio Presidente, era também uma grande ocasião de justificar o seu mandato junto do eleitorado católico que votou nele, numa altura aliás que a ressaca da vinda do Santo Padre ainda estava bastante presente. 

Desde o 25 de Abril nenhum Presidente da República que se tenha recandidatado a um mandato consecutivo perdeu as eleições. Ou seja, o normal é que as campanhas dos adversários de Cavaco não sejam tão fortes quanto uma recandidatura do actual Presidente. É neste ponto que surgem as dúvidas: queremos Cavaco Silva outra vez Presidente? Queremos Alegre? Outro candidato de direita? Terá esse outro candidato de direita força política para vencer Alegre e Nobre? Preferimos Alegre a Cavaco?

Para mim esta última pergunta tem um peso gigantesco! Deixo à consideração de todos este texto do Rui Ramos: http://aeiou.expresso.pt/alegre-a-serio=f558845. Julgo que é uma análise claríssima do que está acontecer. Não posso deixar de sublinhar a seguinte frase: 

A força de Alegre não virá da unificação das esquerdas, mas da conjugação dos reaccionários portugueses, de direita e de esquerda. Pode ser, se quiser e souber, o candidato da reacção. Nos tempos que correm, convém levá-lo a sério.

Em que é que ficamos?


f.braga

quinta-feira, junho 24, 2010

quarta-feira, junho 16, 2010

Paolo Nutini

Hoje trago um artista novo em ascensão. Tem 23, menos um ano que eu, mas a sua voz revela já uma maturidade incrível. A ascendência italiana aliada ao sotaque cravado a uma família que está já há quatro gerações na Escócia, e as influências onde vai beber (David Bowie, Damien Rice, Oasis, Beatles, U2, Van Morrison, Pink Floyd, Fleetwood Mac, entre outros) fazem com que a sua voz tenha um timbre e uma expressão invulgares, com uma certa característica marcada que não se consegue bem explicar qual é mas que deixa vontade de ouvir outra e outra vez. Com um modo de criação e interpretação fora do normal por primarem pela qualidade na simplicidade da sua voz e dos meus músicos, diria que este tem tudo para vir a ser um grande nome da música nos próximos anos. Senhoras e senhores, Paolo Nutini.

sexta-feira, junho 04, 2010

Never underestimate the power of "I'd like that"

Nunca esquecer as coisas simples.

Tenho 22 anos, posso fazer um exame para ter o Mestrado?

A minha pergunta é a seguinte: Está tudo doido?

Acabei de ler esta notícia e continuo sem acreditar. Então o que se passa é que um aluno que tenha 15 anos e ainda esteja no 8ºano em vez de andarem em cima dele para ver se ele aprende alguma coisa e faz alguma coisa da vida, decidem antes não se preocupar mais com ele, é um caso perdido, com esse aluno o que interessa é que ele saia dessa escola, chumbar sai caro, já dizia a nossa querida ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Quando um aluno não consegue passar supostamente deveria ser proposto que estudasse mais e que tivesse um melhor acompanhamento, por parte dos seus professores. Ao contrário a nossa ministra pede que não se faça nada durante todo o ano e que no último mês o aluno se enfie em casa da avó, é mais sossegado, e que marre que nem um boi, faz um exame e zás....chegou ao 10ºano! Esperem lá...e o 9ºano??!! Está tudo doido? Ah esqueçi-me, este é aquele que não consegue passar e está aqui à três anos, já custou 9 mil euros, vamos pô-lo a andar daqui para fora. Pior ainda, é que os bons alunos não podem fazer esta fantástica proeza, imaginemos um excelente aluno, com aproveitamento bastante a cima da média, estudou ao longo do ano e sacrificou-se para ter boas notas, fez a seca dos trabalhos de casa todos os dias. Mas era o que mais faltava!!!, vais mas é para o 9ºano que é o teu lugar, qual quê passar para o 10º ainda não tens capacidade para isso...mas o Bruno chumbou três anos, dá porrada em todos os da turma, pinta as paredes da escola, esse sim fazer o 9º para quê? Isso é para burros.

O paradoxo maior é quando vemos o ministério da educação a insistir na avaliação contínua dos professores...é giro: os alunos não são avaliados nem chumbam, já os professores...nunca fazem os TPC's.

Qualquer dia quem avalia são os alunos!

f.braga
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